Manifesto Luciferiano
Sou um luciferiano ateu. Sou, portanto, meu próprio Deus Único e Verdadeiro. Este espaço não me define; registra apenas os rastros de quem eu fui no momento em que escrevi. Provavelmente eu ainda seja isso, caso não tenha deletado a página ou modificado o texto.
Como me tornei luciferiano? Estudando, observando a realidade e procurando ser coerente com as mudanças que se processaram em minha mente.
Fui ordenado sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana no dia 1º de novembro de 2003. Devido a uma etapa anterior do processo formativo, tendo algum contato com a Missa Tridentina e o pensamento tradicionalista católico romano posterior ao Concílio Vaticano II, a cada ano após a ordenação presbiteral fui percebendo a coerência entre a crítica tradicionalista e a realidade prática da Igreja. Busquei em 2014 os lefebvristas do movimento conhecido como Resistência Católica na esperança de um ambiente mais adequado. Reconheço, em linhas gerais, que encontrei um ambiente mais coerente, mesmo com algumas contradições graves.
As contradições que encontrei me levaram a buscar a solução na mudança em mim mesmo. A leitura de "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes", de Stephen R. Covey foi o passo fundamental para ver o que não conseguira ver por mais de quatro décadas de vida. Aprendi daí em diante com centenas de livros, vídeos e diversos cursos sobre diversos assuntos úteis ao meu propósito de autodesenvolvimento: PNL, coaching, mentoring. aconselhamento, eneagrama, tarot, psicanálise, psicologia, psiquiatria (e anti-psiquiatria), umbanda, religiões comparadas, marketing digital, feng shui, daimismo, wicca, satanismo, quimbanda, luciferianismo, mpb, magia do caos, astrologia (atualmente focado na realidade meridional), zen, etc. Também visitei uma feira de bruxaria e conversei frequentemente com uma bruxa por alguns meses. Visitei várias lojas de artigos de umbanda inclusive de batina preta, meio às escondidas, até meados de 2025, quando saí do Mosteiro em que fui hóspede.
Em 2025, precisamente no dia 31 de março, sob a inspiração de certo texto luciferiano, passei por um processo autoiniciático que culminou em minha apoteose luciferiana (eu e Lúcifer somos o mesmo). Optei por manter-me ateu, mas praticando magia de diversas formas para utilidade pessoal. Demônios não existem, mas funcionam!
Anotei a conclusão de meu processo autoiniciático como expresso a seguir.
Nova Friburgo, 31 de março de 2025, 21:30
Eu sou um luciferiano.
As portas do inferno prevaleceram. O Papa não pode mais mentir.
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