O Preço da Preta Velha
Quanto dinheiro você quer ter? Quanto se dispõe a pagar para tê-lo? E, agora, a pergunta crucial: você realmente precisa? Outra questão: o dinheiro é o seu maior valor ou você prefere a felicidade? A Preta Velha pode e quer lhe ajudar nessa encruzilhada!
Tenho feito um pouco de magia com a Preta Velha. Elas são conhecidas e estimadas entidades da Umbanda. Ainda encontro algumas senhoras aqui por Nova Friburgo que personificam essa essência viva. Elas carregam as mesmas características arquetípicas: a ancestralidade na pele, uma profunda sabedoria prática e vivencial, e um olhar acolhedor sobre o mundo. Um toque de astúcia inteligente — a malandragem no bom sentido — é o viés administrativo delas. Vivem de forma simples, muitas vezes sozinhas, mas com uma autonomia admirável. Elas ultrapassam facilmente os oitenta anos. Diria até que oitenta anos são só o começo... Enquanto isso, ricos empresários de meia-idade arcam com altas despesas médicas para prorrogar, por apenas mais um tempo, a doença que certeiramente lhes porá fim!
Voltando às questões iniciais, é preciso ser claro: colocando o dinheiro no topo, muito provavelmente você vai tê-lo, mas não para sempre. Vá ao cemitério e tire suas próprias conclusões... Caso a felicidade lhe valha mais, não confunda este estado com o mero prazer passageiro. A felicidade é o bem-estar resultante de uma identificação firme com uma autoimagem de paz e contentamento. Para isso, ninguém precisa ter dinheiro. E esse estado de espírito é o excelente ponto de partida para o seu real aumento de valor.
Você tem preço? A Preta Velha não tem preço.

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